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Livre-se da cólica menstrual

Postado dia 26/10/2018

Toda mulher já passou, em um momento ou outro de seu ciclo reprodutivo, pelas dores e desconfortos incômodos da cólica menstrual. Conhecida como dismenorreia, a condição pode ser dividida em duas: a dismenorreia primária, que ocorre em mulheres que não apresentam nenhum tipo de distúrbio ginecológico e a dismenorreia secundária, comum às mulheres que têm mioma, endometriose ou outros quadros clínicos.

 

As cólicas podem ser comuns para até 90% das adolescentes após a menarca (a primeira menstruação) e estima-se que pelo menos 1/4 das mulheres adultas sofrem com algum tipo de desconforto pré-menstrual.

 

 

Existe algum fator de risco para a cólica menstrual?

As cólicas ocorrem principalmente por conta da liberação do hormônio prostaglandina, responsável por estimular as contrações uterinas a fim de eliminar a parede que se forma no útero, caso a mulher não tenha engravidado. As cólicas normalmente são resultados dessas contrações. Em algumas mulheres as contrações podem ser mais fortes ou mais fracas, mas há quem tenha suas atividades diárias comprometidas por conta do intenso desconforto.

Embora sejam mais comuns em mulheres com menos de 20 anos, as cólicas podem continuar por toda a vida adulta, atacando principalmente mulheres que menstruaram antes dos 12 anos, ou que ainda não tiveram filhos, ou também as que têm histórico familiar de dismenorreia, ou mesmo quem não tem um ciclo regular. Outro fator que contribui para o surgimento das cólicas menstruais são hábitos como tabagismo, má alimentação e sedentarismo.

Como eliminar a cólica menstrual?

O mais importante é que a paciente converse com o seu ginecologista a fim de encontrar o melhor tratamento para o seu quadro.

O tratamento para a cólica menstrual normalmente é feito com medicamentos anti-inflamatórios que inibem a ação da prostaglandina, reduzindo a sensação de desconforto. O uso de anticoncepcionais hormonais também inibe a ação do hormônio. Caso a mulher apresente cólicas intensas em todos os ciclos, ou com uma frequência alta, é indicado que ela busque um ginecologista, para verificar se não sofre de dismenorreia secundária causada por outras condições como a endometriose ou infecções no sistema reprodutor.

Também é recomendada uma mudança no estilo de vida e a redução no consumo de açúcares e farináceos, principalmente no período pré-menstrual. A paciente poderá notar uma mudança significativa nos desconfortos causados pela TPM e na redução das cólicas, ao adotar um estilo de vida mais ativo e uma alimentação natural, rica em fibras, folhas e leguminosas aquosas.

 

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