Saúde ao seu Alcance


A felicidade e a saúde

Postado dia 24/08/2018

Apesar de considerarmos a felicidade um conceito amplo e subjetivo, a ciência já conseguiu identificar a diferença que o bem-estar e a estabilidade emocional fazem na saúde das pessoas. Estudos apontam que a redução dos níveis de estresse e o contentamento geral pode estimular a longevidade. Além disso, a felicidade pode fortalecer os sistemas imunológico e cardiovascular.

Para entender a diferença entre felicidade e prazer, precisamos entender a relação química que nosso organismo tem a essas emoções. Coisas, experiências e situações que nos desencadeiam a sensação de prazer fazem com que nosso organismo tenha um pico de dopamina. Embora benéfico, o hormônio ligado ao prazer também está vinculado a vícios e compulsões. A sensação de prazer é passageira e, assim que a dopamina se estabiliza, buscamos, de alguma forma, recuperar aquela sensação. A "felicidade" da dopamina, portanto, vem sempre da recompensa.

Já a sensação de contentamento e bem-estar estável está vinculada à serotonina. O poder desse hormônio é tão grande que ele age em todo o organismo, não só no cérebro, como se acredita. O funcionamento correto do neurotransmissor no organismo é capaz de promover a sensação de saciedade, regulação do sono e do humor, além da redução nos sintomas da TPM e da enxaqueca.

Outro hormônio ligado à felicidade e ao bem-estar é a endorfina, conhecido como o hormônio do esporte. Assim como a dopamina, que pode causar compulsões, a endorfina é um hormônio aditivo, que produz uma sensação de euforia quando liberado, o que normalmente acontece quando praticamos exercícios físicos - principalmente os aeróbicos. Isso se dá porque a endorfina também é capaz de reduzir a sensação de dor e atua como um analgésico natural. Em suma, quanto mais ativos nós somos, mais o organismo produz endorfina e, consequentemente, mais resistentes nós nos sentimos. Além da prática de esportes, comer alimentos apimentados e cantar também auxiliam na produção do hormônio.

Por fim, um último hormônio vinculado à felicidade é a ocitocina, responsável pelo estabelecimento de vínculos emocionais. Também conhecido como o hormônio do amor ou do sexo, a ocitocina é liberada principalmente por meio do contato físico como o abraço, beijo, cafuné e afins. Mas dar presentes também pode fazer com que o organismo libere ocitocina. De toda forma o hormônio é responsável pela sensação de conforto e segurança emocional vinda de vínculos estabelecidos.

Em resumo, pessoas felizes possuem níveis equilibrados dos quatro hormônios, o que é refletido na qualidade do sono, alimentação, prática de exercícios físicos e relacionamentos saudáveis. E aí, você é feliz?

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